Blog

Transformando Lixo em Energia

Publicado por Luciano Infiesta em 12/12/2016 às 15h49

 

O que fazer com as toneladas de lixo recolhidas diariamente? A questão está sendo tratada por FURNAS através de um projeto de pesquisa e desenvolvimento sobre geração de energia elétrica com a utilização de resíduos sólidos urbanos. A tecnologia empregada, gaseificação a leito fluidizado, é um processo inovador com tecnologia 100% nacional (saiba mais no boxe da página 16). A iniciativa, regulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica, é uma parceria de FURNAS com a Carbogás Energia. A primeira unidade estará totalmente implantada em 2019, em Boa Esperança (MG), município localizado no entorno do reservatório da Usina Hidrelétrica de Furnas. Com capacidade para gerar 1 MW, poderá ser interconectada à rede elétrica da Cemig.

A planta da usina ocupará uma área de 7.800 m². O terreno foi doado pela administração municipal. Ricardo André Marques, gerente de Pesquisa, Serviços e Inovação Tecnológica de Furnas, esclarece que, apesar de a usina ser dimensionada para atender cidades de 40 mil habitantes, nada impede de ser implantada em regiões mais populosas. “Podem ser utilizadas várias unidades em pontos estratégicos, reduzindo os custos de transporte dos resíduos. Trata-se, na verdade, de um novo nicho de mercado para nossa empresa, além de contribuir para a solução do problema socioambiental. Estimativas iniciais mostram que até 25% da energia elétrica para a faixa residencial pode ser atendida através desse processo”.

Ele conta que, antes da implantação da usina em Boa Esperança, serão realizados testes na planta experimental da Carbogás, em Mauá (SP). Doze técnicos das diretorias de Engenharia, Meio Ambiente, Projeto e Implantação de Empreendimentos e Operação e Manutenção de FURNAS estão diretamente envolvidos no  projeto.

Segundo dados do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, 1.856 de 4.469 municípios investigados não realizavam nenhum tipo de tratamento e 2.358 que depositavam seus resíduos em lixões. Com foco na eliminação dessas áreas transmissoras de doenças e no aumento da coleta seletiva, foi criada, em 2 de agosto de 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Outra pesquisa, realizada em 2012 pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, revelou que grande parte das 64 milhões de toneladas de lixo urbano coletadas não eram tratadas adequadamente. Em 2014, o cenário já era outro: 65% dos municípios praticavam coleta seletiva, número animador se comparado a um passado não muito distante.

 

Fonte:

Conexão Furnas· Ano 1· Edição nº4· Out/Nov/Dez de 2016

 

 

 

 

Comentários (0)

Projeto Ecopole - Oran

Publicado por Luciano Infiesta em 26/09/2016 às 14h36

Projeto de Gaseificação - Ecopole

 

A gaseificação em leito fluidizado circulante para resíduos sólidos urbanos esta tornando-se uma solução alternativa das atuais tecnologias de incineração empregadas no mundo. A tecnologia de gaseificação da Carbogas, foi apresentada como solução para o problema dos resíduos sólidos urbanos em Oran - Argélia, onde serão processadas 1200 toneladas dia de RSU para a geração de energia elétrica.

O projeto nasceu do acordo assinado entre a Argélia e R20 (Regions of Climate Action) em 2013. O projeto é inédito na Argélia, África e no Médio Oriente, uma vez que o mesmo atende, em termos de normas ambientais, aos padrões dos países desenvolvidos (EUA e EU).

O projeto será composto por:

- Unidade de Tratamento e Valorização Energético de Resíduos - Gaseificação

- Centro de Triagem e Compostagem;

- Centro de Descarte - Classe 1

- Centro de Tratamento de óleos e compostos de navios;

- Centro de formação acadêmica e pesquisa focas no meio ambiente;

 

O evento de apresentação do projeto "Ecopole", ocorreu na data de 26/09/2016 na cidade de Oran - Argélia.

No evento estavam presentes Ministros do Meio Ambiente, Autoridades do Governo Argelino (1° Ministro), bem como o CEO e fundador da R20 - Regions of Climate Action, o Sr Arnold Schwarzenegger, o qual está apoiando o projeto.

 

 

 

 

Comentários (0)

ABESCO

Publicado em 13/07/2016 às 20h37

A SUSTENTÁVEL S.A, dá mais um grande passo em sua jornada com a recente filiação na Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Conservação de Energia.

Com mais esta conquista, a SUSTENTÀVEL S.A. entra  no pool de empresas, os quais possuem acesso direto as mais recentes informações do mercado de energia através de palestras e congresso. A Associação, também possibilita o contato direto com bancos de fomento, os quais poderão viabilizar os novos projetos em energia renovável.  

Esta conquista, possibilitará uma melhora no atendimento de nossos cliente bem como na qualidade de nossas informações.

Comentários (0)

Desafio no Projeto de Extração de Biogás de Aterro

Publicado por Eng Luciano Infiesta em 15/12/2015 às 21h32

Novo desafio no desenvolvimento de uma Usina de Extração de Biogás de Aterro Sanitário. Este projeto esta sendo desenvolvido pela Sustentável S.A para ser implementado em um aterro sanitário na região do Rio Grande do Sul, para a geração de 1,4 MWh de energia elétrica através de motogeradores estacionários.

No projeto, está sendo previsto todo a tratamento do biogás para abatimento do H2S, umidade, particulado e voláteis prejudiciais ao funcionamento dos motores. A Sustentável S.A. fará todo o acompanhamento das furações dos drenos de captação do metano, a interligação na usina, o projeto conceitual, detalhado e de fabricação do centro de tratamento de gases, bem como da estação de queima do gás por meio de flare encapsulado e a interligação dos motogeradores. Todo o sistema será monitorado e controlado automaticamente por sensores e válvulas de posicionamento para o perfeito funcionamento e geração de energia elétrica e atendimento do órgão ambiental.

Com as licenças já emitidas, os trabalhos executivos serão iniciados em Janeiro/2016 como o monitoramento dos drenos e avaliação da qualidade de gás gerado. A previsão de "start up" da usina será em agosto/setembro de 2016. 

A parceria realizada com a empresa local, irá propiciar uma nova alternativa sustentável para a geração do metano em aterros sanitários com tecnologia nacional e valores que se enquadram na realidade brasileira.   

Comentários (0)

"GERAÇÃO DE ENERGIA A PARTIR DE RSU"

Publicado por Eng Luciano Infiesta em 15/11/2015 às 20h24

No dia 13/11/2015, foi realizado o X Congresso de Geração Distribuída e Energia no Meio Rural, na Universidade de São Paulo, onde foi abordado e apresentado opções de tecnologias para a destinação final e melhor aproveitamento energético do resíduo sólido urbano. Dentre as tecnologias apresentadas, a gaseificação em leito fluidizado e a biodigestão tiveram a abordagem para a geração de energia elétrica utilizando os gases combustíveis gerados no processo.

Participantes da plenária: Luciano Infiesta (Carbogas Energia), Carlos Silva (EMAE), José Simões (USP), Joaquim Barros (Kuttner) e Suani Coelho (USP).

Para maiores informações: http://www.iee.usp.br/agrener2015/?q=in%C3%ADcio

Comentários (0)

Visita no Ministério de Minas e Energia

Publicado por Eng Luciano Infiesta em 30/09/2015 às 21h05

Nesta quarta-feira 30 de Setembro, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, se encontrou com os representantes dos trabalhadores, empresários, representantes da Petrobras e deputados para discutir a situação dos empregos e contratos na construção naval em todo país. A reunião, que aconteceu no Ministério de Minas e Energia, em Brasília, faz parte de um requerimento da Comissão Financeira de Fiscalização e Controle (CFFC) da Câmara dos Deputados.

Na ocasião o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e secretário de Administração e Finanças da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Edson Rocha  audiência, entregou ao ministro uma cópia da sentença da Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Trabalho de Niterói e pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói contra o Estaleiro Eisa Petro Um (Estaleiro Mauá) e a Transpetro

Comentários (0)

Pesquisa da Escola Politécnica transforma lixo em energia

Publicado em 27/09/2015 às 21h18

Modelo de negócio deverá ser desenvolvido por um consórcio de 22 municípios paulistas.

Em monografia apresentada ao curso de especialização em Energias Renováveis, Geração Distribuída e Eficiência Energética do Programa de Educação Continuada (PECE), da Escola Politécnica da USP, o aluno Luciano Infiesta analisou e desenvolveu um modelo de negócios para um projeto de gaseificação que utiliza resíduos sólidos urbanos, projeto a ser desenvolvido por um consórcio de 22 municípios do Vale do Paranapanema, interior de São Paulo.

O Projeto Civap, realizado em parceria com a empresa Carbogas, na qual ele trabalha como diretor técnico, prevê o recebimento do lixo recolhido pela prefeitura dessas cidades para uma planta de gaseificação que a empresa está construindo na região. Esse lixo será processado e transformado em CDR – combustível derivado de resíduo e posteriormente gaseificado. O gás produzido servirá como combustível para geração de energia, a ser comercializada e inserida no sistema interligado de energia elétrica brasileiro. A pesquisa foi orientada pela professora doutora Suani Teixeira Coelho, professora do PECE, do Programa de Pós-Graduação em Energia do Instituto de Energia e Ambiente da USP (PPGE-IEE) e do Programa Integrado de Pós-Graduação (PIPG) em Bioenergia (PIPG/Bioenergia/USP/Unicamp/Unesp), sendo também coordenadora do Grupo de Pesquisa em Bioenergia/GBIO, antigo Cenbio.

Gaseificadores são reatores capazes de transformar um resíduo sólido em um gás combustível, por meio de várias reações termoquímicas. Há vários tipos. No Projeto Civap, serão usados os gaseificadores de leito fluidizado circulante, no qual o ar atmosférico contendo oxigênio é insuflado por baixo da tela da câmara de combustão e o insumo a ser gaseificado (resíduo, biomassa, carvão etc) é inserido por um sistema de válvulas e rosca-sem-fim na região superior a da entrada de ar. Este mistura de combustível e areia presente no leito fica em suspensão dentro do equipamento lembrando, assim, um fluido.

“O diferencial da tecnologia do Projeto Civap é seu tamanho. É uma planta de pequeno porte que pode ser utilizada para gaseificar o lixo produzido nas pequenas cidades, atendendo a Política Nacional de Resíduos Sólidos e gerando energia”, destaca Suani. 1.569 lixões – Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Brasil tinha 1.569 lixões, 1.775 aterros controlados (adaptados) e 2.226 aterros sanitários.

Atualmente, a solução tecnológica empregada para resolver a destinação final do lixo urbano nos países desenvolvidos é gerar energia por meio do processo de incineração. Contudo, esta é uma tecnologia cara; e também necessita de uma quantidade muito grande de lixo, na faixa de 1 mil a 1,2 mil toneladas por dia, para ser incinerado e produzir energia em um volume mínimo que compense seus custos. Como exemplo, Suani cita um projeto modelo de incineração foi implantado em Lisboa, que teve metade de seu valor financiado a fundo perdido pela União Europeia. “A planta de Lisboa utiliza lixo produzido na própria cidade e em mais nove municípios.”

O grande desafio atendido pelo gaseificador desenvolvido no âmbito do Civap está relacionado ao modelo de negócios elaborado para a tecnologia. “No Brasil, temos uma política que obriga as cidades a encontrar uma solução que não seja o aterro e a eliminar os lixões. Ao mesmo tempo, 73% dos nossos municípios têm até 20 mil habitantes e não geram lixo em quantidade suficiente para ser usado em incineração para gerar energia”, explica Suani. Dessa forma, para que os pequenos municípios brasileiros atendam a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que já deveria entrar em vigor, mas foi postergada por causa das dificuldades de implementação, era preciso desenvolver uma alternativa para o aproveitamento energético de resíduos voltada para volumes menores de lixo. Neste contexto se insere a tecnologia do gaseificador de leito fluidizado a ser usado no Civap.

“Contei com os conhecimentos do PECE para entender melhor o mercado de produção de energia sustentável brasileiro e aperfeiçoar nosso modelo de negócios, focando no desenvolvimento de uma tecnologia que soluciona um grave problema de saneamento ambiental existente no País e, ao mesmo tempo, ajuda em outra questão nacional importante, que é nossa demanda por mais energia”, explica Infiesta.

Pela parceria, os 22 municípios vão entregar o lixo, que antes depositariam em valas que já estão com capacidade esgotada, para a Carbogas, resolvendo assim o problema da destinação dos resíduos e não tendo de enfrentar custos elevados com a alternativa da incineração. Ao chegar na planta de gaseificação, o lixo passa pela unidade de recepção e produção do chamado combustível derivado de resíduo (CDR). Com duas toneladas de lixo, é possível produzir 1,1 tonelada de CDR

Há um processo de separação dos elementos do lixo que não podem ser gaseificados, como metais, alumínio, cobre. O lixo que pode ser gaseificado é separado, triturado, seco e prensado, gerando, assim, o CDR, que irá para a unidade de gaseificação. O gás aqui produzido será direcionado para caldeiras para geração de vapor que, por sua vez, será direcionado a uma turbina a vapor, ligada ao gerador que produzirá a energia elétrica.

A planta terá potência instalada de oito megawatts. Para produzir essa quantidade de energia, ela requer 450 toneladas de lixo por dia. O terreno já foi adquirido pela empresa e as obras iniciadas. “Podemos produzir energia suficiente para a iluminação pública de uma cidade com 10 mil habitantes ou para atender 7,2 mil casas e 28 mil pessoas”, afirma Roberto Infiesta Júnior, fundador e dono da Carbogas. A empresa espera colocar a unidade de gaseificação do Vale do Paranapanema em operação no final de 2016.

O curso de especialização em Energias Renováveis, Geração Distribuída e Eficiência Energética é coordenado pelo professor doutor José R. Simões Moreira, e integra o Programa de Educação Continuada da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - PECE/Poli. Com dois anos de duração e 12 disciplinas ministradas por professores especialistas e atuantes na área, o curso atende aos profissionais que atuam nesse crescente nicho do mercado e já formou cerca de 120 especialistas e 80 outros estão em conclusão.

Acadêmica Agência de Comunicação

Ver link da Matéria: http://www.poli.usp.br/pt/comunicacao/noticias/1697-pesquisa-da-escola-politecnica-transforma-lixo-em-energia.html

Comentários (0)

Visita Técnica Estaleiro Brasfels

Publicado por Eng Luciano Infiesta em 18/09/2015 às 21h25

Plataforma P-66

No dia 18/09/2015, fizemos a visita técnica no estaleiro Brasfels em Angra dos Reis, juntamente com a equipe da comissão de fiscalização financeira e controle, coordenada pelo Deputado Federal Valtenir Pereira, na continuidade aos trabalhos do fórum permanente de debates, compostos por trabalhadores, empresários e membro do governo para constituir alternativas aos impactos negativos da "Operação Lava Jato" na atividade econômica nacional e no índice de emprego do Brasil e os riscos de esmagamento das maiores empresas nacionais de engenharia.

Participantes:

1 VALTENIR PEREIRA DEPUTADO FEDERAL / CÂMARA DOS DEPUTADOS
2 JURANDYR CANDIDO N. MELLO FILHO ASSESSOR / CÂMARA DOS DEPUTADOS
3 LUIZ SÉRGIO DEPUTADO FEDERAL / CÂMARA DOS DEPUTADOS
4 FERNANDO JORDÃO DEPUTADO FEDERAL / CÂMARA DOS DEPUTADOS
5 EDUARDO GODINHO VEREADOR / CÂMARA MUNICIPAL DE ANGRA DOS REIS
6 MARCO AURÉLIO VARGAS VEREADOR / PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE ANGRA DOS REIS
7 FLÁVIO SILVA DE SOUZA (FLÁVIO MILK) ASSESSOR POLÍTICO / SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE ANGRA DOS REIS
8 CRISTIANE MARCOLINO VICE-PRESIDENTE / SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE ANGRA DOS REIS
9 MANOEL VIEIRA SALES PRESIDENTE DO SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE ANGRA DOS REIS
10 JOSÉ ESSIOMAR GOMES FECOMERCIO/RJ, PRES. DA FIPERJ E REP. DO VICE-GOV. FRANCISCO DORNELLES
11 LUCIANO REIS INFIESTA DIRETOR CARBOGÁS EQUIPAMENTOS ONSHORE-OFFSHORE
12 JOACIR PEDRO DIRETOR DA FEDERAÇÃO ÚNICA DOS PETROLEIROS – FUP

 

 

Comentários (0)

Participação no Forum Permanente - Brasília

Publicado por Eng Luciano Infiesta em 26/08/2015 às 21h56

 

 

Participação no fórum permanente de debates, composto de trabalhadores, empresários e membros do governo para construir alternativas aos impactos negativos da "Operação Lava Jato" na atividade econômica nacional e no índice de emprego do Brasil e aos riscos de esmagamento das maiores empresas nacionais de engenharia" - Requerimento n° 112/2015, do deputado Valtenir Pereira.

Nesta oportunidade, pudemos expor os impactos diretos da Operação Lava Jato, na cadeia dos pequenos e médios fornecedores da Petrobras. Entre elas, expomos as consequências diretas que houveram na Carbogas, como demissões de funcionários e parada de produção. Foi explanado aos membros presentes, que desde a fundação da empresa (1976), não houve situação tão adversa como a atual que estamos passando.  

O fórum, foi realizado na data de 26/08/2015 no Plenário 9 do anexo II da Câmara dos Deputados - Brasília com participação de membros do governo e representantes da presidência da Petrobras.

 

 

 

Comentários (0)

Gaseificação de Palha de Cana!!

Publicado por Eng Esp Luciano Infiesta em 22/07/2015 às 22h12

 

Atualmente a palha de cana de açúcar, está sendo um grande dilema para os produtores de cana no estado de São Paulo.

O volume mássico de palha que é deixada no campo após a colheita mecanizada da cana, está em torno de 5 a 6 toneladas por hectare/ano. Agronomicamente, a mesma possui varias vantagens como proteção do solo contra a erosão da água de chuva, manutenção da umidade do solo, retorno do adubo fosfatado e potássico. Mas em contrapartida, a palha da cana de açúcar possui algumas desvantagens econômicas como o baixo rendimento na aplicação de herbicidas pré-emergentes contra as ervas daninhas, intensificação na disseminação de pragas como lagartas e cigarras, competição com o adubo nitrogenado em sua fase de decomposição e principalmente a possibilidade de propagação de "fogo" nas propriedades.  

Visando o melhor aproveitamento desta biomassa, juntamente ao melhor retorno financeiro, sem prejudicar totalmente os efeitos agronômicos, a  palha de cana esta sendo mais uma alternativa na composição da matriz energética brasileira sendo a mesma utilizada diretamente na mistura com bagaço de cana nas caldeiras a vapor para a geração de energia elétrica bem como vapor de baixa, para processos industriais. Inúmeras pesquisas e testes práticos, vem sendo realizados em busca de minimizar o efeitos danosos na utilização da palha em caldeiras convencionais. A possibilidade de vitrificação da areia que são arrastadas na colheita da palha no campo, o aumento de temperatura localizada na caldeira devido ao alto poder calorífico da palha em relação ao bagaço de cana e a alta abrasividade que consequentemente aumenta o índice de corrosão dos feixes tubulares da caldeira, são os desafios a serem vencidos para a plena utilização desta biomassa em processos convencionais. 

Sendo assim, a gaseificação é mais uma alternativa para sua utilização da palha de cana, pois os efeitos prejudiciais que são observados nas caldeiras são eliminados na gaseificação em leito fluidizado. A areia arrastada na colheita ajuda a compor o leito de sílica necessário no processo de fluidificação, a vitrificação é eliminada no processo devido a temperatura de gaseificação (850°C) estar abaixo da temperatura de amolecimento da sílica, os refratários utilizados no reator são compostos de alta alumina o que reduz o desgaste por abrasividade e por fim o movimento ascendente e descendente do leito fluidizado possibilita uma homogeneidade de temperatura, impossibilitando um aumento localizado da mesma.

Por estes motivos descritos acima, a gaseificação da palha possibilita a utilização plena da mesma no processo de geração de energia elétrica (Ciclo Rankine) ou para a produção de um gás combustível que pode ser substituto do gás natural em secadores, fornos ou outros processos térmicos.       

Gaseificação da palha de canaProdução do gás de síntese da palha de cana na planta de gaseificação em Mauá-SP

 

Comentários (0)

left show fwR tsN b01s bsd|left tsN fwR show b01s bsd|left show fwR tsN b01s bsd|bnull|c15||news fwB fwR normalcase tsN|fwR normalcase tsN fsN|b01 c05 bsd|login news fwR normalcase tsN|fwR normalcase tsN|normalcase tsN|content-inner||